sábado, 15 de setembro de 2007

Como medir o imensurável? (Ou: Cataclismas provocados pela excessiva mania que temos em mensurar sentimentos)

Que caiam mil raios sob minha cabeça, ou que os Incas Venusianos retornem e me abduzam novamente (rezo, caso isso aconteça, para que dessa vez eles tirem o microchip, não aguento mais ter que explicar a história do microchip invisivel do meu tornozelo esquerdo a cada vez que passo por detectores de metais), ou que um vizinho forrozeiro se mude para morar ao meu lado por toda a eternidade, se eu também já não fui um dos que tentam mensurar sentimentos...
Começo a crônica de hoje dessa forma, para não ser mal interpretado pelas palavras que virão a seguir...
Bem, vejamos:
1) Vivemos em uma sociedade extremamente ávida por rotular tudo e todos. Isso é fato (E vocês, sabem: Contra fatos, não há argumentos).
Existe o "CDF", que é aquele cara esquisito que senta nas cadeiras da frente da sala-de-aula e que tem a maior facilidade em conseguir altas notas;
Existe o "Bicho-Grilo" que é aquele cara esquisito que senta nas cadeiras de trás da sala-de-aula e que tem a maior facilidade em conseguir altas gatas;
Existe o "Turista Acidental" que é aquele cara esquisito que tanto o CDF quanto o Bicho-Grilo gostam dele, por sua ausência eterna na sala-de-aula (Até quando está em corpo presente) .

2) Como se não bastasse o excesso vilipendioso de rótulos (E os exemplos acima descritos foram só a nivel básico, a nivel de academia - ou colégio ou Faculdade), ainda temos que quantificar os rótulos...
"Aquele cara alí é meio CDF" ou "Aquela mina é mó bicho-grilo" ou "O Bosco tá vindo pra faculdade direto nesse semestre cara... Ele tá menos Turista né?!"

Falei da Qualificação e Quantificação de Personalidades... Agora falarei da última pensata antes de iniciar minha paradigmática croniquinha:

3) Por submissão ou por omissão, estamos cada vez mais USANDO pessoas e AMANDO coisas...


Ao invertermos a importância do que sentimos, passamos a tentar Quantificar Emoções:
"Você me ama muito?" ou "Você me ama pouco!" ou "Odeio você pacas" ou "Odeio você, mas não é muito" e por aí vai...
Eis o grande mal atual da humanidade: A Tentativa infrutífera de racionalizar emoções, de quantificar sentimentos. Temos, destarte, uma espécie de inconsciente desejo de justificar o uso que fazemos das pessoas...
Se pararmos de usar as pessoas, daremos o primeiro passo pra gostar (ou não) delas. Por mais imbecil que aparentemente esse pensar seja, tudo consiste nisso: Ou Gostamos; ou não. Ou amamos; ou não. Ou odiamos; ou não. Ou nos sentimos bem com aquela pessoa; ou não. Não tem meio-termo. Não tem percentual de sentimentos, não tem cálculo infinitesimal de emoções!!!
Ao entendermos, compreendermos e (principalmente) ACEITARMOS isso, iremos parar de nos sentir culpados (de nos rotular de "insensíveis", por exemplo). Ao pararmos de quantificar a carga emotiva que se apodera de nosso ser, seremos mais felizes. (Olhaí, até eu... "mais felizes"). OK, então: Seremos Felizes.
As pessoas mais ricas do mundo (Independente do que expressa a Vontade Coletiva de nós pobres mortais) geralmente são as mais felizes. Sabem por quê?
ELES QUANTIFICAM DINHEIRO, MAS QUALIFICAM SENTIMENTOS!!!
Façamos isso, então.
Passemos a qualificar emoções (a qualificar as pessoas que fazem jus à nossas emoções para com elas...).
(Eu já estou fazendo e estou feliz pacas...)
Grande abraço e bom fim de semana.
Deixo com vocês uma música do Renato Russo que dará ênfase a essas minhas palavras:





João Bosco De Oliveira

1 comentários:

Anônimo disse...

Gande Bosco!
Fico feliz em ter você com amigo.
Penso que as pessoas têm na vida a missão de serem felizes e dividirem essa felicide com aqueles que gosta.
Deus te ilumine muito.
Obrigado por ser meu amigo.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Eagle Belt Buckles